11 de dezembro de 2008

Fleurissimo



Fleurissimo



Diz a lenda que Rainier III, príncipe de Mônaco, solicitou à marca Creed a confecção de um perfume que seria oferecido como presente de casamento à sua noiva, a atriz Grace Kelly. Assim nasceu Fleurissimo, que foi inspirado no bouquet de flores da noiva. Além de Fleurissimo, Grace ganhou de seu príncipe um conjunto de bracelete, brincos e colar de Van Cleef & Arpels e o yacht "Deo Juvante II". Porém, ninguém parece se lembrar das preciosidades de Van Cleef e do belo yatch. Fleurissimo ficou conhecido como "O" presente de casamento, emblema de classe e romantismo.

Composto de rosas Búlgaras, tuberosa das Índias, violetas e Íris Florentina, Fleurissimo é um floral suave, com uma aura de anos 50. As notas de tuberosa são bem presentes na abertura, porém, apos poucos minutos, a rosa e a violeta suavizam o odor inicial, e a íris entra, colaborando com o toque nostálgico. A base almiscarada completa o conjunto, dando um aspecto mais distinto à explosão floral. Suave e distinta, são duas palavras que eu escolheria para descrever essa fragrância.

O dia 19 de Abril de 1956, data do casamento religioso, ficou marcado na memória de muitos como um mágico momento de conto de fadas, onde o príncipe, vestido de um uniforme militar em estilo Napoleônico, unia-se à bela atriz, num clima hollywoodiano. O casamento foi especialmente "orquestrado" pelo studio MGM (Metro-Goldwyn-Meyer), teve como cenário a Catedral St. Nicholas, e contou com a presença de 600 convidados, entre os quais Cary Grant, Gloria Swanson, Ava Gardner, David Niven, Aga Khan e Aristoteles Onassis. O vestido de Grace foi desenhado por Helen Rose, estilista, e o penteado especialmente feito por Sydney Guilaroff, cabelereiro chefe do studio.

Outras personalidades como Jacqueline Onassis, a rainha Elizabeth II e mesmo Madonna usaram essa fragrância. Porém, Fleurissimo ficou eternamente ligado à imagem da jovem Grace Kelly, de 26 anos, radiante e majestosa em seu vestido de gola alta e mangas longas, tentando fazer crer a todos que os contos de fada são reais. Sim, os contos de fadas existem - com uma pequena ajuda de MGM...e de Creed, claro!


Ilustração ao alto - Casamento religioso de Grace Kelly e Rainier III, de Mônaco - foto dos arquivos da revista Live



Creed

Creed


Eu costumo brincar, dizendo que a marca Creed é celebre por sua lista de clientes celebres. Jogo de palavras a parte, as criações de Creed têm feito furor entre figuras ilustres, através dos tempos.

Fundada em 1760 por James Creed, a empresa conheceu um crescimento fulgurante quando foi designada como fornecedor oficial da corte da rainha Victoria. Logo outros clientes reais solicitaram os favores da marca - de Napoleão III à Imperatriz Eugenie, de Elizabeth da Áustria (a famosa Sissi) a Cristina da Espanha.

Em 1854, a empresa se mudou para Paris, e sua notoriedade cresceu ainda mais. Passando de pai a filho até os dias atuais, Creed é dirigida pela sexta geração de perfumistas, representada por Olivier Creed. Seguindo a tradição de empresa familiar, o filho de Olivier, Erwin é o perfumista senior, enquanto a filha, Olivia, trabalha como designer.

Olivier foi responsável pela elaboração de algumas das fragrâncias mais belas da historia da marca. Green Irish Tweed (1985), Millesime Imperial (1995), Silver Mountain Water (1995), Spring Flower (lançada em 1996), Himalaya (2002), Original Vetiver (2004), Love in White (2005), Original Santal (2006), as edições limitadas Royal Ceylan (2006), Feuille Verte (2006) e Fleur de Gardenia (2006), Virgin Island Water (2007) e o recente Love In Black (outono de 2008) - todos carregam a assinatura de Olivier Creed.

Creed foi, e ainda é, popular entre várias celebridades. Marlene Dietrich, Natalie Wood, Grace Kelly, Jacqueline Onassis, Robert Redford, Madonna, Cary Grant, Ava Gardner, Errol Flyn, John Kennedy, Audrey Hepburn, Winston Churchill, David Bowie, Angelina Jolie e George Clooney - todos sucumbiram a sedução dessa marca atemporal.




Ilustração à direita - a dinastia Creed - de James Henry (1710-1798) a Olivier Henry (1943-...)



9 de dezembro de 2008

Fleur de Comores e Vanilia


Fleur de Comores e Vanilia


O que mais me impressiona em Fleur de Comores, fragrância elaborada em 1988, e lançada em 1989 pela marca « Maître Parfumeur et Gantier » é sua similaridade com outra criação de Jean Laporte, Vanilia, de "L’Artisan Parfumeur", lançada em 1978.

Comparando as notas olfativas :

Fleur de Comores : Groselha, maracujá, folhas verdes (abertura), baunilha, flor-de-laranjeira e jasmim (corpo), numa base de âmbar , vetiver e almiscar

Vanilia : Ylang-ylang, baunilha, âmbar e sândalo

Apesar das diferentes notas, e da maior complexidade de Fleur de Comores, as duas fragrâncias têm a mesma característica de « baunilha amadeirada ». Ambas são perfeitas para quem quer usar um perfume de baunilha, sem o lado doce e enjoativo. Uma « baunilha para adultos », assim eu classificaria Fleur de Comores e Vanilia.

Enquanto Vanilia é um pouco mais séria, Fleur de Comores brinca com uma nota tropical, que talvez venha da junção do jasmim à baunilha. Fleur de Comores também parece carregar um pouco menos no âmbar, e, ao menos na minha pele, tem um poder de fixação consideravelmente maior. Porém, em ambos os casos, a idéia básica é a mesma - uma baunilha «quente» e ligeiramente amadeirada, e o resultado final, extremamente similar.

Tanto Fleur de Comores quanto Vanilia são adaptáveis a vários climas. Indicaria o uso de ambas para os dias mais frios, pelas notas amadeiradas. Também poderia sugerir as duas fragrâncias para os dias mais quentes – por não serem extremamente doces, e Fleur de Comores, por seu toque tropical, en plus.

E quem disse que baunilha era coisa de criança ?!!


Ilustração ao alto - Fleur de Comores, de Maître Parfumeur et Gantier
Ilustração à direita - Vanilia, de L'Artisan Parfumeur (frascos 50ml e 100ml)





Maître Parfumeur et Gantier


Maître Parfumeur et Gantier


Em 1989, Jean-François Laporte criou "Maître Parfumeur et Gantier", apos ter deixado sua outra empresa, fundada em 1976, L’Artisan Parfumeur.

A inspiração para "Maître Parfumeur et Gantier" foram os mestres perfumistas e fabricantes de luvas, muito em moda na Paris do século XVII.

No século XVII havia um provérbio que dizia que um par de luvas, para ser perfeito, devia ser preparado na Espanha, talhado na França e costurado na Inglaterra. No entanto, as luvas perfumadas na Espanha possuíam um odor muito forte para o gosto feminino francês. A partir de então, a fabricação e aromatização de boa parte dessas luvas, sobretudo as de pele, passou a ser feita no próprio pais.

Curiosidade - Um dos maiores mestres perfumistas e luveiros foi Jean Chabert, cuja boutique se situava na Place des Terreaux , em Lyon, e se chamava « Au Jardin de Provence » . Monsieur Chabert também publicou um livro, falando sobre a carreira de perfumista/luveiro. Embaixo da gravura, que ilustrava o livro, podia-se ler :

AU JARDIN DE PROVENCE
Na loja de Jean Chabert, mestre perfumista,
fazem-se e vendem-se todos os tipos
de ceras da Espanha, essências e perfumes,
sabonetes e rossolis* de Turin,
em Terreaux, Lyon.


Esse foi o universo que Jean Laporte tentou evocar, criando a marca de fragrâncias masculinas e femininas (e bien sûr, luvas)
« Maître Parfumeur et Gantier ». Em 1997, a linha passou às mãos de Jean-Paul Millet Lage.



Ilustração - Jean Chabert, perfumista de Lyon no século XVII. Desenho de Bocourt, tirado de uma ilustração da época.
*Rossolis – tipo de licor feito de açucar, e de alguns tipos de frutas doces, como ameixas e cerejas




5 de dezembro de 2008

Destinação - Irlanda


Fragrances of Ireland


A Irlanda é um dos meus países prediletos. Eu tenho uma grande admiração pelo povo, pelas paisagens, e pelo número de gente notável "made in Ireland". A "Ilha Esmeralda" parece fabricar uma quantidade de figuras criativas. Terra de James Joyce, Oscar Wilde, Yeats, George Bernard Shaw, U2, Enya, Pierce Brosnan, Sinead O'Connor...A Irlanda encanta, e eu sempre quis falar dos aromas da terra - do cheiro do mar, de Lough Gill e Innisfree, do County Wicklow, de Connemara... Agora posso falar desses aromas particulares, relacionando-os a uma linha independente de perfumes puramente Irlandesa, a "Fragrances of Ireland". Fundada em 1983 por Brian Cox e Donald Pratt, "Fragrances of Ireland" tem por objetivo nos fazer viajar pelo clima mágico da Irlanda, através de suas criações. Então, aperte os cintos, e, boa viagem!


Innisfree - Innis significa ilha, em gaélico, e o nome Innisfree é uma "inglezação" do irlandês Innis Fraoch, que significa "Ilha de Urze". Innisfree é uma pequena ilha a menos de 2 milhas a sudeste do condado de Sligo, na Irlanda do Norte, banhada pelo lago Gill (ou Loch Gile, em Irlandês).

O poeta William Butler Yeats (1865-1939), que havia passado vários verões com seus avos, em Sligo, dedicou ao lugar o poema "The Lake Isle of Innisfree", primeiramente publicado em 1893, no seu segundo livro, "The Rose".

O belo poema foi o tema de criação do primeiro perfume de "Fragrances of Ireland", Innisfree - um floral-frutal leve, aonde as notas de abacaxi e pêssego, são suavizadas pelo frescor do limão, da bergamota e da lavanda. O toque romântico vem da junção da rosa e do jasmim, num fundo de
almíscar e sândalo. A imagem da embalagem representa o pôr-do-sol em Lough Gill, e na compra do perfume, recebe-se uma delicada cópia do poema de Yeats.


The Lake Isle of Innisfree

I will arise and go now, and go to Innisfree,
And a small cabin build there, of clay and wattles made:
Nine bean-rows will I have there, a hive for the honey-bee,
And live alone in the bee-loud glade.

And I shall have some peace there, for peace comes dropping slow,
Dropping from the veils of the mourning to where the cricket sings;
There midnight's all a glimmer, and noon a purple glow,
And evening full of the linnet's wings.

I will arise and go now, for always night and day
I hear lake water lapping with low sounds by the shore;
While I stand on the roadway, or on the pavements grey,
I hear it in the deep heart's core.




A Ilha do Lago de Innisfree

Erguer-me-ei e partirei já, e partirei para Innisfree,
E uma pequena cabana içarei lá, de barro e vime feita:
Nove alas de feijão aí terei, uma colmeia de obreiras
e Viverei sozinho entre enxames nas clareiras.

E aí terei uma certa paz, porque a paz vem lentamente,
Caindo pelo véu da manhã, até onde o grilo canta;
Onde a meia-noite é trémula, e o meio-dia é roxo brilho,
E a noite, de asas de pardais se completa.

Erguer-me-ei e partirei já, porque sempre noite e dia
Escuto a água do lago folheando murmúrios na rebentação;
Quanto vou pelas estradas ou pelos passeios cinza,
Oiço-a no lúmen profundo do coração

Ilustrações - direita - Jack Butler Yeats (1871-1957) ~ Lough Gill, County Sligo 1906 / esquerda- Bernard McDonagh ~ Innisfree


Patrick Cologne for Men - Patrick foi o segundo lançamento de "Fragrances of Ireland". Um aroma bem masculino de pinho, num fundo de patchouli e musgo de carvalho, Patrick é uma homenagem ao padroeiro da Irlanda, St.Patrick (São Patricio), cuja festa é celebrada no dia 17 de março.

Patricio nasceu de uma família Escocesa ou Inglesa (não se sabe, ao certo), no seculo IV DC. Durante a adolescência, Patrício foi seqüestrado por "Niall of the Nine Hostages", que mais tarde tornou-se rei da Irlanda. Patrick faleceu no dia 17 de março de 461, com 76 anos. Vários monumentos foram construídos na Irlanda, em sua homenagem.

Curiosidade - Até os anos 70, nenhum pub podia funcionar no dia de São Patrício. O único lugar aonde podia-se legalmente consumir bebidas alcoolicas era a bordo de trem, ou na exposição anual de cachorros da Royal Dublin Society.

A embalagem de "Patrick Cologne for men" foi inspirada num dos maiores exemplos da arte céltica, o Book of Kells, também conhecido como Book of Columba, um manuscrito contendo os evangelhos do Novo Testamento, traduzido por monges celtas em torno do ano 800 DC. O manuscrito esta exposto na biblioteca do Trinity College, em Dublin.



Connemara
(do Irlandês, Conamara, que deriva de Conmhaicne Mara = descendentes de Con Mhac/ do mar) - Connemara foi o terceiro perfume de "Fragrances of Ireland", criado no início dos anos 90. Um floral, aonde as notas de rosa, jasmim, ylang-ylang e lírio-do-vale são as grandes estrelas. A fragrância foi inspirada da bela região homônima, na costa oeste da Irlanda.

A região compreende a península entre Killary Harbour and Kilkieran Bay, no oeste do condado de Galwayou, ou sudoeste de Connacht. Tradicionalmente dividida em Norte Connemara e Sul Connemara, a região tem as montanhas de Twelve Bens e o rio Owenglin como marca divisória das duas partes.

Banhada na parte oeste, sul e norte pelo oceano Atlântico, Connemara foi o local de filmagem de "Marley and Me", comédia com Jennifer Aniston e Owen Wilson. Durante o tempo de filmagem, Aniston e Wilson se hospedaram no luxuoso Ballynahinch Castle, antiga residência da rainha pirata, Grace O'Malley. A casa atual foi construída em 1700, pelo pai de outro morador famoso, Richard Martin, fundador da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA)

Não se pode falar de Connemara sem citar a bela Kylemore Abbey, um monastério Beneditino fundado em 1920, na localização do antigo castelo de Kylemore. Projetado em 1860 por James Franklin Fuller e Ussher Roberts para Mitchell Henry, um rico comerciante de Liverpool e membro do Parlamento, Kylemore foi também a residência do nono Duque de Manchester.

Ilustrações - direita - Ballynahinch Castle / esquerda - Kylemore Abbey


"Fragrances of Ireland" também conta com a linha de sabonetes e produtos para o banho Naturally Irish, que se declina em dois aromas, 'Heather & Moss' e 'Sweet Lavender', este ultimo fabricado com óleos de lavanda, provenientes da própria plantação particular no condado de Wicklow, conhecido como o "jardim da Irlanda". Famoso por suas magnificas montanhas, lindas praias de areia, rios e lagos, Wicklow também acolhe o famoso monastério de Glendalough, fundado no século VI DC por St. Kevin, um padre heremita, e destruido em 1398, pelas tropas Inglesas.

Ilustração à direita - Glendalough Monastery



Ini
s of the Sea - Inis of the Sea é o carro-chefe da linha. Um floral oceânico unissex, lançado em 1998, Inis of the Sea tem a mesma aura de CK1, mas, ao contrario desse ultimo, consegue me transportar ao mares Irlandeses. Mares de Grace O'Malley, que comandou centenas de homens, e cujo império se extendia de Connaught, na costa Irlandesa até os mares de cobalto da Africa.

"Fragrances of Ireland" continua a adicionar novas criações à linha. Fragrâncias como a romântica Inis Arose, com seu odor de rosas num fundo ligeiramente marinho, ou Inis Or... Cada fragrância com a capacidade de nos fazer viajar. Viajar à Irlanda - terra de poetas, escritores, piratas, grandes amores, magica, musica, e... perfumes.






4 de dezembro de 2008

Vintage Gardenia

Vintage Gardenia


Eu confesso que fiquei assustada com o adjetivo « Vintage » , no nome « Vintage Gardenia », fragrância lançada em 2004 para comemorar o décimo aniversário da marca Jo Malone . Imaginei imediatamente um odor forte, e old-fashioned de gardênias e jasmim, no melhor estilo « floral antigo ».

Qual não foi a minha surpresa ao constatar que « Vintage Gardenia » não tem nada de vintage , sendo, na verdade, uma interpretação de gardênia moderna e atual.

As notas iniciais são gardênia e tuberosa. Apos alguns minutos, pude sentir uma pitada de incenso. Aos poucos, as notas de tuberosa foram enfraquecendo, e cederam lugar a um belo aroma de gardênias com um pouco de mirra, num fundo leve de sândalo. O resultado é uma colônia suave e fresca de gardênias, com um toque de especiarias.

Jo Malone, seguindo o conceito de « fragrâncias combináveis » que caracteriza a linha, recomenda o uso dessa colônia coordenado com outras fragrâncias como Amber & Lavender, Black Vetyver Café, French Lime Blossom… – só para citar alguns exemplos. « Vintage Gardenia » é minha colônia predileta da marca , e, eu, particularmente, a uso sozinha, sem combinações.

O que me atrai na fragrância é sua capacidade de adaptação a várias estações climáticas e diferentes temperaturas. "Vintage Gardenia" é suave o suficiente para ser usada no verão, mas, graças ao leve toque de incenso, que « esquenta » e dá uma certa profundidade às notas de gardênia, e das notas de mirra e cardamomo, que dão o «tempero» final, pode perfeitamente ser usada nos dias mais frios.

Nunca algo vintage foi tão moderno !



Jo Malone


Jo Malone


Apesar do nome de mafioso siciliano, Jo Malone é uma jovem senhora Inglesa, conhecida por sua linha de fragrâncias minimalistas e combináveis entre si.

Jo Malone começou misturando óleos de banho na própria cozinha de seu apartamento, no bairro de Chelsea, em Londres. Sua primeira criação foi Nutmeg & Ginger Bath Oil (Noz-moscada e Gengibre), oferecido como presente aos clientes de seu Instituto de Beleza (também situado em Chelsea). Um dos clientes, inclusive, encomendou cem frascos do óleo, a fim de oferecer aos convidados de uma festa que estava dando. Dos 100 convidados da festa, 86 telefonaram a Mrs. Malone para encomendar mais óleos.

A linha de óleos de banho foi tão apreciada que, em pouco tempo, e apesar da ausência de experiencia prévia, Mrs. Malone começou a fabricar perfumes. As fragrâncias tinham uma ou duas notas, o que contrastava consideravelmente com as fragrâncias atuais, mais elaboradas. Em 1991, foi lançada "Lime Basil & Mandarin" (Limão, Manjericão e Mandarina) que se transformou no carro-chefe da marca.

No ano de 1994, Malone lançou sua primeira loja, no n° 154 da Walton Street,em Londres. Quatro anos depois, foi aberta a loja de New York, e, em 1999, Malone negociou uma parceria com o gigante Estée Lauder. Em 2002, foi lançada uma linha de produtos para a pele, fortemente apreciada por celebridades.

Eu adoro o estilo clean e minimalista de Jo Malone. Gosto também da idéia de poder misturar certas fragrâncias da linha, e obter um perfume personalizado. Por exemplo: pode-se misturar "Lime Basil & Mandarin", onde limões frescos e raspas de mandarina são complementados por um toque de manjericão apimentado e tomilho branco aromático, tendo como resultado uma fragrância leve e fresca, para o dia. Podemos também misturar o mesmo "Lime, Basil & Mandarin" com "Vetyver", e o resultado é uma fragrância mais sofisticada, para a noite. Então, mãos a obra, e divirta-se!!






2 de dezembro de 2008

Gwen Stefani - Harajuku Lovers


Gwen Stefani - Harajuku Lovers


Harajuku Lovers é a linha de acessórios da cantora Gwen Stefani, lançada em 2005 . Harajuku também é o nome de uma estação de trem, na linha Yamanote, no Município de Shibuya, em Tóquio.

O nome inspirou as « Harajuku Girls », as 4 dançarinas nipônicas de Gwen, que foram musas para a criação da linha de eaux-de-toilette, fabricadas por Coty. Com nomes como Love, Angel, Music, Baby, e G (G em referencia a própria Gwen), e tampas de embalagem em formato de bonecas, Harajuku Lovers são fragrâncias leves, divertidas e despretensiosas . Aqui está a descrição breve de cada uma :

- G (a lourinha) – Coco almiscarado
- Love (com penteado em forma de 3 bolas laterais) – Floral leve e ligeiramente doce
- Lil’Angel (com uma faixa amarela) – Doce, no estilo Fantasy, de Britney Spears ou Pink Sugar
- Music (penteado em forma de 2 discos) – Floral-frutal com notas predominantes de pêra . Porém, quando o assunto é pêra, eu ainda prefiro a fragrância original de Gwen, L.A.M.B.
- Baby (a morena de cabelos curtos e encaracolados) – Minha predileta. A abertura atalcada é um pouco estranha, mas, alguns minutos passados, pude sentir o exato cheiro do antigo shampoo Johnson’s (o amarelo). Fui invadida por uma onda de nostalgia, que se evaporou em 1 hora - tempo de duração de Baby na minha pele.

Eu adorei o conceito e as embalagens. Também gostei da idéia de «Deixe a seriedade de lado – Vamos nos divertir» que a linha traduz. Diversão - essa é a palavra-chave. Escolha a sua boneca predileta, deixe a análise de notas olfativas de lado, e não leve a fragrância a sério. Afinal, como alguém poderia levar a sério 5 bonequinhas cabeçudas?



30 de novembro de 2008

Orgulho, Preconceito e Perfumes


Orgulho, Preconceito e Perfumes


Jane Austen é uma das minhas autoras prediletas, e Orgulho e Preconceito, meu livro de cabeceira. Posso dizer que passei minha adolescência lendo as obras de Miss Austen, e boa parte da fase adulta atual, tentando "perfumar" seus personagens.

Após uma conversa com Raquel, do maravilhoso blog "Jane Austen - em Português", eu decidi escrever um artigo sobre os perfumes na era Georgiana.

Na época de Miss Austen (1775-1817), o uso de perfumes, em sua maior parte, limitava-se a eau-de-colognes (agua de rosas, violetas, lavanda...), que eram também usadas para higiene pessoal (inclusive para higiene bucal) . Em um clima de "Orgulho e Preconceito" - As meninas Bennett deveriam fazer uso dessas colônias (talvez rosas para Lizzy e violetas para a romântica Jane).

As classes mais abastadas usavam fragrâncias como Ess Bouquet, cuja formula original data de 1711, e que era a preferida do rei George IV (1762-1830). Ess Bouquet foi comercializada por Bayley and Co, criadores estabelecidos em 1739, e então situados na Cockspur Street, em Londres. Posso imaginar Mr. Darcy portando essa fragrância. Posso igualmente visualizar a "borboleta social" Caroline Bingley insistindo para que o pobre Charles usasse também esse perfume tão "fashion".

Aqui esta a receita original de Ess Bouquet (o nome é uma simples contração de "Essence of Bouquet"):

- Esprit de rose triple, 1 pint.
- Extract of ambergris, 2 oz.
- " orris, 8 "
- Otto of lemons, 1/4 "
- " bergamot, 1 "

Podemos relacionar os personagens de Austen a criações mais recentes de marcas que conservam a aura British e o clima nostálgico, próprio dos heróis e heroínas de Austen. Alguns exemplos: Crabtree & Evelyn, Floris of London, Woods of Windsor, Penhaligon's, Dr. Harris & Co, Anglia Perfumery (que resgatou algumas das antigas formulas da extinta Crown Perfumery) ...

Num contexto mais atual, eu perfumaria alguns dos personagens de Orgulho e Preconceito assim:

- Elizabeth Bennett - Evelyn Rose ou Rose Water, de Crabtree & Evelyn
- Jane Bennett - Devon Violets, de Lowdnes Pateman
- Mary Bennett - sem perfume
- Mrs. Bennett - algum perfume que gritasse "Estou aqui!!!". Não escolheria nenhuma das marcas que mencionei acima para Mrs Bennett. Creio que Poison (aplicado em altas doses), de Dior seria perfeito.
- Mr. Bennett - não portaria nenhum perfume. O de sua mulher é suficiente para monopolizar todo o espaço olfativo
- Lydia e Kitty Bennett - Também nao escolheria nenhuma marca acima mencionada. Acredito que as caçulas Bennett poderiam muito bem usar um "celebrity scent" atual
- Charlotte Lucas - Algo simples e austero, como a Lavanda (Lavender), de Floris
- George Wickham - Usaria o não muito caro (no Reino Unido) Woods of Windsor for Men, de Woods of Windsor, no dia-a-dia (seu salario de oficial não permitindo grandes extravagâncias). No entanto, em sociedade (e quando quisesse impressionar) se perfumaria com o mais caro Millésime Imperial, de Creed
- Mr. Collins - Também teria um perfume para uso cotidiano, e outro para ser usado na presença de Lady de Bourg. No dia-a-dia Mr. Collins usaria a comum Arlington cologne, de Dr. Harris & Co. Porém, quando em presença da honorável Lady Catherine de Bourg, Collins, no mais supremo esforço para impressiona-la, optaria por Royal Court, de Anglia Perfumery
- Lady Catherine de Bourg - Mitsouko, de Guerlain (Guerlain é uma marca francesa, mas Mitsouko captura de forma magistral o espirito de Lady de Bourg)
- Anne de Bourg - Sua saude sensivel nao permitiria o uso de nenhuma fragrância.
- Mr. Darcy - Green Irish Tweed, de Creed
- Mr. Bingley - se perfumaria com nao importa o que recebesse de presente, mas ficaria perfeito com English Fern, de Penhaligon's
- Georgiana Darcy - Violetta, de Penhaligon's
- Caroline Bingley - Usaria o que achasse que agradaria Darcy, e Darcy poderia muito bem gostar de Gardenia, de Floris of London. Na passagem em que Caroline convida Elizabeth para andar pela sala, tentando distrair Darcy da redação da carta que escrevia a Georgiana, Gardenia, de Floris, seria o perfume ideal.

Pouco a pouco tentarei falar das fragrâncias acima. Gostaria de ter escrito mais cuidadosamente sobre o tema, mas repetindo as palavras de Caroline Bingley: "Charles escreve da maneira mais descuidada que se possa imaginar. Ele come metade das palavras, e borra a outra metade". Bem, Charles e eu temos algo em comum.



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Citação - "Charles writes in the most careless way imaginable. He leaves out half his words, and blots the rest." - Citaçao de Caroline Bingley - Capitulo XX de Orgulho e Preconceito

Ilustração Principal (alto)- Aquarela de Jane Austen, por sua irmã, Cassandra - 1804




28 de novembro de 2008

Castelbajac - Doudou

Castelbajac - Doudou


Jean-Charles de Castelbajac é um estilista francês conhecido por suas criações bem-humoradas e coloridas, como que saídas de um cartoon. Um universo vibrante, ligado à infância e todas as suas cores e formas - assim é o mundo de Castelbajac.

Quando o perfume homônimo foi lançado, em 2001, eu esperava uma fragrância tão excêntrica quanto o seu criador. Ao invés disso, fui surpreendida por um odor calmo, aconchegante e infinitamente "limpo" . Sabendo que Castelbajac (o perfume) é também conhecido pelo nome de "Doudou" - o que significa, em francês, o bonequinho de estimação com que as crianças dormem (e não se separam), eu consegui fazer a relação da fragrância com o universo do seu criador.

O perfume captura exatamente o cheiro daqueles bonequinhos de pano, que apos serem atirados em todos os cantos e transportados para os todos os lados, são jogados na máquina de lavar, por uma mãe avida de limpeza. Depois de seco, o bonequinho é rendido a seu dono, que o aperta candidamente contra seu corpo de criança.

A versão eau-de-toilette (frasco rosa) tem uma nota ligeiramente mais Frutal, mas conserva quase intacta a aura da versão eau-de-parfum (frasco vermelho). Ambas as versões têm excelente poder de fixação.

As notas de bergamota e toranja dão um frescor inicial, que, com a entrada das notas de amêndoas, almíscar branco e baunilha, cede lugar a uma sensação de aconchego - E essa é a palavra-chave de Castelbajac: aconchego. Aconchego proporcionado por um brinquedo querido, pelos lençóis limpos, e pela presença materna ao lado, contando uma historinha antes de dormir.





27 de novembro de 2008

Colonia


Acqua di Parma - Colonia


Colonia, primeira criação de Acqua di Parma, é uma bela fragrância unissex onde as notas cítricas são as grandes estrelas, perfeitamente balanceadas pela Rosa Búlgara e um toque de jasmim. Incrivelmente versátil e contemporânea, apesar de ter sido elaborada em 1916.

Em muitos aspectos, eu poderia afirmar que Colonia passaria perfeitamente pelo "primo rico" do antigo (e ultra barato, em muitos países europeus) 4711, de Muelhens. Apesar de compartilharem as mesmas notas de bergamota, limão, laranja, alecrim e rosa, 4711 é mais acre, enquanto Colonia tem um odor menos agudo, uma aura mais "cremosa", quase sendo o que em inglês classifica-se de soapy scent (odor de sabonete). Outra diferença é o poder de fixação - Enquanto 4711 literalmente desaparece apos 70 minutos, Colonia permanece por muito mais tempo (4 horas, na minha pele).

Os amadores de 4711, de Eau Dynamisante (de Clarins), Eau d'Hadrien e Eau du Sud (de Goutal), terão grandes probabilidades de se apaixonarem por essa criação de Acqua di Parma.

Colonia fez, e faz, furor entre muitas personalidades antigas e atuais, como Cary Grant, David Niven, Lana Turner, Audrey Hepburn, Isabella Rossellini, Kate Moss, Sandra Bullock, Sharon Stone...

Diz a lenda, que nos tempos de amores (e brigas) intensos, Ava Gardner e Frank Sinatra costumavam compartilhar o uso dessa fragrância. Posso imaginar a indomável Ava atirando frascos de Colonia em direção ao pobre Frank, no quarto de algum hotel de luxo em New York. Posso também visualizar o gerente do dito hotel verificando os estragos, mas constatando que, ao menos, o quarto em questão conservou um odor maravilhoso.


26 de novembro de 2008

Ecume de Rose


Les Parfums de Rosine - Ecume de Rose


Ecume de Rose é uma das mais belas criações de "Les Parfums de Rosine", na minha opinião. Um perfume de rosas com um leve toque oceânico. A uniao das notas de abertura de lirio do mar com as Rosas pimpinellifolia e absoluta, e o fundo de ambar cinzento e almíscar branco, faz-me pensar na Cornualha, e nas praias situadas na borda dos penhascos. Também faz-me pensar em "Rebecca, a mulher inesquecivel".

Quem leu o livro de Daphne du Maurier, deve se lembrar da descriçao da bela e antiga Manderley, localizada entre os jardins de rosas e o mar. Na ala leste, a quietude do jardim de rosas, dos passaros que cantam, dos picnics sob as arvores, do "Happy Valley". Na ala oeste, o mar, a casa de barcos, e a presença de Rebecca.

Ecume de Rose seria a fragrância perfeita para a primeira Mrs. de Winter, Rebecca - Esportiva, porém sofisticada, carregando uma identicaçao com o mar e seus mistérios. "Yes, last night I dreamt I went to Manderley again!!"


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* "Last night I dreamt I went to Manderley again" - Na noite passada eu sonhei que estava em Manderley novamente (frase de abertura do livro "Rebecca, a mulher inesquecivel" )

* Ilustração à direita - Menabilly House (ou Menabilly Barton) - Daphne du Maurier morou em Menabilly entre 1943 and 1967, e a casa foi a inspiraçao para Manderley.





24 de novembro de 2008

Caprifoglio

Santa Maria Novella - Caprifoglio


Depois de ler um artigo aonde Robert Greene, autor do livro ''The Art of Seduction'', confessou ter sido marcado pelo perfume de uma ex-namorada, e citou Caprifoglio, de Santa Maria Novella, como arma fatal do objeto de sua obsessao, eu resolvi testar a fragrância.

Caprifoglio (= madressilva) é uma colônia leve, radiante, que traduz um bom humor e alegria excepcionais. Durante os primeiros minutos, a grande estrela é o neroli. Em seguida, um odor de férias e praia faz-se presente – um odor de Coppertone (lembram do bom e velho Coppertone ?!).

A imagem que vem a cabeça é de uma mulher jovem, alegre, quase inocente, descomplicada - o estilo « melhor amiga » que se transforma em « grande amor ». O tipo de mulher que, por sua simplicidade, desperta os mais complicados sentimentos. Um toque de "Stepford Wife", uma pitada de "perfeita nora", e voilà, o perigo nasce...

Pude entender, entao, todo o alcance dessa arma de aproximaçao indireta no coraçao do pobre Robert Greene, que agora sai com alguém que nao usa perfume. Os grandes amores marcam, Mr Greene!!

4 estrelas





21 de novembro de 2008

Infusion d'Homme

Infusion d'Homme


Infusion d'Homme é o equivalente masculino do belo Infusion d'Iris, e tem vários pontos em comum com esse último.

* Ambos possuem o mesmo aspecto clean, e têm a íris como grande estrela, e nota principal;
* Ambos foram criados pelo mesmo nez, Daniela Andrier;
* Eles têm um aroma definitivamente similar.

Porém, enquanto "Infusion d'Iris" é uma fadinha etérea, Infusion d'Homme é mais terrestre, com notas ligeiramente mais amadeiradas, e, graças ao leve (verdadeiramente leve!!) toque de incenso, mais "quente".

Dizem que o braço direito de Miuccia Prada, Fabio Zambernardi, adorou o aroma do sabonete em barra de Infusion d'Iris. Quando estava direcionando a elaboração de uma idéia base para a criação de Infusion d'Homme, Fabio propôs a Daniela Andrier que a nova fragrância, Infusion d'Homme, tivesse um odor de sabonete - mais precisamente, o odor da pele de um homem que sai do banho apos ter se lavado com um sabonete feminino (Infusion d'Iris, no caso). E assim foi criada Infusion d'Homme.

Ponto negativo - O poder de fixação dessa eau-de-toilette é medíocre na minha pele - pouco mais de duas horas, e eu já vi algumas eau-de-cologne durarem mais. Comparado ao poder de fixação da sua contraparte feminina (que é um eau-de-parfum, e durou 4 horas na minha pele), Infusion d'Homme deixa a desejar neste setor.

Ponto positivo - Na minha opinião, uma das mais belas fragrâncias masculinas dos últimos tempos. Com uma aura très bon garçon*, Infusion d'Homme é leve, fresca, e pode ser facilmente usada por uma mulher. E a mulher em questão terá um odor divino, acredite!


* très bon garçon - muito "bom rapaz"
Ilustração ao alto - Imagem de publicidade de Infusion d'Homme - 2008






17 Minutes to Save the World

Celebrity Scents


Andy Warhol costumava dizer que no futuro, cada um teria direito a 15 minutos de fama. Eu acrescento que a cada 17 minutos de fama, todo mundo terá direito a seu próprio perfume.

Uma breve passagem num reality show ou numa coluna de jornal dedicada a escândalos parecem dar direito à elaboração de um perfume próprio. Por outro lado, algumas pessoas podem realmente ter o mérito de serem capazes, por talento, carisma, ou bom gosto, de "inspirar" a elaboração de uma fragrância.

Os ditos « celebrity scents » são inúmeros nos dias atuais. Seria hipocrisia negar a existência dessas fragrâncias, por puro esnobismo. Alguns desses perfumes são excelentes, outros medíocres, e nem sempre correspondem ao personagem inspirador..

O importante é não ignorarmos o fenômeno. Além do mais, ninguém sabe o dia de amanhã, e os 17 minutos de fama poderão ser nossos.



19 de novembro de 2008

Melograno

Santa Maria Novella - Melograno


Quem viu o filme Casino Royale, deve ter percebido que Vesper (Eva Green) usava uma fragrância de Santa Maria Novella. Os experts reconheceram a etiqueta verde, e constaram que a tal fragrância era Melograno (Romã). Em varias entrevistas, a atriz Eva Green confessou que seus perfumes favoritos eram Muschio Oro, Freesia e Melograno, todos de Santa Maria Novella. Como Muschio Oro e Freesia são algumas de minhas fragrâncias prediletas, eu resolvi testar Melograno, e, surpresa... l'amour est né !!

Santa Maria Novella é conhecida pelo toque de nostalgia que imprime a seus produtos, e, Melograno não foge à regra. Se eu tivesse que associar essa fragrância a uma unica palavra, esta seria "nostalgia". Uma nota verde de abertura, que após poucos minutos se transforma num nostálgico odor de sabonete antigo (isso mesmo, sabonete!!) com um fundo de incenso. Eu discordo da descrição do fabricante de uma "colônia unissex". Ao meu ver, Melograno é definitivamente feminino. O poder de fixação é excelente, considerando-se que é uma eau-de-cologne.

A linha Melograno conta, além da eau-de-cologne, com sabões para lavabo e para banho, shampoo, essência (óleo) e sais de banho. Eu já testei os sabões, que têm uma duração considerável, e a essência, que me decepcionou um pouco. Confesso que esperava uma concentração maior na essência de banho.

Algumas colônias de Santa Maria Novella não correspondem ao nome - exemplo: Freesia nao cheira a freesia, Caprifoglio não tem o aroma da madressilva, e, integrando o grupo, Melograno nao cheira a romã. Porém, como no caso de Freesia e Caprifoglio, isso nao diminue em nada o sexy-appeal da fragrância (se você nao estiver esperando um odor de romã, claro!!).



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